sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

“Quero um trabalho que eu ame fazer. Pois não precisarei chama-lo de trabalho”


“Não escolhi o curso de jornalismo pela caixinha de toddynho”.
Essa foi parte da declaração de uma colega sobre porque escolher o curso de comunicação social – jornalismo. Pra quem não entendeu o contexto, vou dar uma rápida explanada.
Uma famosa apresentadora da Rede TV ao ser questionada sobre como foi parar no curso em questão, deu a seguinte explicação: “Eu estava tomando toddynho no café da manhã. Na embalagem tinha um negócio que explicava as profissões na linguagem de uma criança. O dessa era jornalismo. Li e falei: ‘Caramba. É isso que tenho que fazer. Tem tudo a ver com ser modelo”.
Como assim???
“Tudo a ver com ser modelo.”?
Ou seja, motivos para fazer piadinhas e brincadeiras em torno de tal declaração não faltaram.

Tal contexto me leva a questionar quais os critérios que um adolescente – com o mínimo de QI – leva em consideração na hora de tomar “a decisão”. Creio – e espero – que poucos pensem da mesma forma que a “jornalista” em questão. Isso independentemente do curso. Muitos falam que o problema principal dos profissionais do mercado de trabalho atual seja a falta de especialização. No entanto, discordo um pouco dessa linha de pensamento. Não que a especialização e formação profissionais não sejam de extrema importância, mas o principal ingrediente é a paixão por aquilo que se faz. “Quero um trabalho que eu ame fazer. Pois não precisarei chama-lo de trabalho”. O que falta é amar de verdade o fazer cotidiano.
Quantos médicos, advogados, engenheiros, entre outros cursos conhecidos como os mais rentáveis do país, realizam a profissão com vontade e paixão férreas? Sem desmerecer tais profissões e sem generalizar essa situação.
E hoje em dia, os cursos técnicos estão sendo cada vez mais procurados. Não querendo tirar o lado bom de tal fato: muito mais pessoas se capacitando e ganhando melhor. Mas onde está a vocação? Vocação... Palavra considerada antiga e que realmente anda perdida no tempo. Será que foi substituída por uma sociedade cada dia mais capitalista? Bom, esse lado ruim da moeda é extremamente desestimulante. Lembrei-me de Charlie Chaplin no filme Tempos Modernos. A proporção vai aumentando e estamos num estágio de alienação avançado, que a mim causa medo. Medo de que todos os seres humanos sejam “padronizados”, Um medo gritante e abrasador. Que deixa vidas humanas vegetando.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Direito a saúde deveria ser mais um mito



Custa a acreditar que tantos escândalos, envolvendo uma área essencial da vida de qualquer ser humano, estejam  sendo ignorados.
Não é de hoje que a saúde pública está um caos, pra não dizer coisa pior. Essa saga - porque já não é mais nem novela - perdura e está custando vidas inocentes. 
Usando um trecho bastante conhecido, faço-lhes a seguinte pergunta: "Que país é este?".
Que país é este que não valoriza a saúde (educação, e assim vai), não luta por seus direitos, que senta na frente de uma tv para ver bunda e barriga tanquinho - ou não - em um reality show, que faz de uma novela acontecimento mais importante que um julgamento esperado e aguardado onde deveria se fazer justiça - com todo seu sentido literal.
Realmente, vendo desse ângulo, fica muito mais fácil entender porque e como chegamos até aqui. PSF's, hospitais, tudo está um show de horrores. Macas no meio de corredores, isso quando há macas suficientes para todos e os doentes não estão "hospedados" em cadeiras; ambulâncias  que deveriam estar circulando e contribuindo para o resgate de uma vida, guardadas para "poupar" gastos - até parece que ninguém sabe que essa "poupança" vai direto para o bolso de uns e outros.. É PSF que não pode enviar encaminhamento porque o computador está numa sala fechada e que não pode ser aberta porque "oficialmente" a mulher que usa o computador não está podendo atender no momnto. E daí pra pior. Provavelmente, cada um que ler esta postagem vai ter uma nova "aventura" pra contar, tanto por já ter sofrido tamanha humilhação ou por saber de alguém que já passou por situação semelhante..
O fato é: pagamos imposto, trabalhamos (ou os pais trabalham) para ter os direitos em dia e para que isso não acontecesse. Mas ainda assim, acontece. E de quem é a culpa? Será só dos governantes e poderosos ou o povo por ser omisso não contribui para tal?
Bem, termino por aqui. 
Paz, amor, sabedoria e saúde... Ops! Esqueci que o último está em falta. DICA: Reponham! E o quanto antes!