“Não escolhi o curso de jornalismo pela caixinha de toddynho”.
Essa foi parte da declaração de uma colega sobre porque escolher o curso de comunicação social – jornalismo. Pra quem não entendeu o contexto, vou dar uma rápida explanada.
Uma famosa apresentadora da Rede TV ao ser questionada sobre como foi parar no curso em questão, deu a seguinte explicação: “Eu estava tomando toddynho no café da manhã. Na embalagem tinha um negócio que explicava as profissões na linguagem de uma criança. O dessa era jornalismo. Li e falei: ‘Caramba. É isso que tenho que fazer. Tem tudo a ver com ser modelo”.
Essa foi parte da declaração de uma colega sobre porque escolher o curso de comunicação social – jornalismo. Pra quem não entendeu o contexto, vou dar uma rápida explanada.
Uma famosa apresentadora da Rede TV ao ser questionada sobre como foi parar no curso em questão, deu a seguinte explicação: “Eu estava tomando toddynho no café da manhã. Na embalagem tinha um negócio que explicava as profissões na linguagem de uma criança. O dessa era jornalismo. Li e falei: ‘Caramba. É isso que tenho que fazer. Tem tudo a ver com ser modelo”.
Como assim???
“Tudo a ver com ser modelo.”?
“Tudo a ver com ser modelo.”?
Ou seja, motivos para fazer piadinhas e brincadeiras em
torno de tal declaração não faltaram.
Tal contexto me leva a questionar quais os critérios que um
adolescente – com o mínimo de QI – leva em consideração na hora de tomar “a
decisão”. Creio – e espero – que poucos pensem da mesma forma que a “jornalista”
em questão. Isso independentemente do curso. Muitos falam que o problema
principal dos profissionais do mercado de trabalho atual seja a falta de
especialização. No entanto, discordo um pouco dessa linha de pensamento. Não
que a especialização e formação profissionais não sejam de extrema importância,
mas o principal ingrediente é a paixão por aquilo que se faz. “Quero um
trabalho que eu ame fazer. Pois não precisarei chama-lo de trabalho”. O que
falta é amar de verdade o fazer cotidiano.
Quantos médicos, advogados, engenheiros, entre outros cursos
conhecidos como os mais rentáveis do país, realizam a profissão com vontade e
paixão férreas? Sem desmerecer tais profissões e sem generalizar essa situação.
E hoje em dia, os cursos técnicos estão sendo cada vez mais procurados. Não querendo tirar o lado bom de tal fato: muito mais pessoas se capacitando e ganhando melhor. Mas onde está a vocação? Vocação... Palavra considerada antiga e que realmente anda perdida no tempo. Será que foi substituída por uma sociedade cada dia mais capitalista? Bom, esse lado ruim da moeda é extremamente desestimulante. Lembrei-me de Charlie Chaplin no filme Tempos Modernos. A proporção vai aumentando e estamos num estágio de alienação avançado, que a mim causa medo. Medo de que todos os seres humanos sejam “padronizados”, Um medo gritante e abrasador. Que deixa vidas humanas vegetando.
E hoje em dia, os cursos técnicos estão sendo cada vez mais procurados. Não querendo tirar o lado bom de tal fato: muito mais pessoas se capacitando e ganhando melhor. Mas onde está a vocação? Vocação... Palavra considerada antiga e que realmente anda perdida no tempo. Será que foi substituída por uma sociedade cada dia mais capitalista? Bom, esse lado ruim da moeda é extremamente desestimulante. Lembrei-me de Charlie Chaplin no filme Tempos Modernos. A proporção vai aumentando e estamos num estágio de alienação avançado, que a mim causa medo. Medo de que todos os seres humanos sejam “padronizados”, Um medo gritante e abrasador. Que deixa vidas humanas vegetando.